A Cura Do Hiv Perspectivas E Casos
A Cura Do Hiv Perspectivas E Casos
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A Cura do HIV – Perspectivas e Casos

Segundo pesquisas internacionais, a cura do HIV está cada vez mais perto. Os estudos sobre o HIV já percorreram um longo caminho desde que a doença foi descoberta nos anos 80. A terapia antirretroviral foi um grande marco que mudou a vida de milhões, mas o objetivo agora é encontrar uma cura para o HIV antes de 2020.

A Cura do HIV – O Paciente Curado

Dez anos atrás, um paciente com HIV foi curado da doença pela primeira vez no mundo. O “paciente de Berlim”, Timothy Ray Brown, recebeu um transplante de medula óssea de um doador que era naturalmente resistente ao HIV. Ele ficou de fora da terapia antirretroviral desde o dia do seu transplante.

Desde esse caso, a medicina vem se esforçando para replicar esse caso, no entanto, as inúmeras tentativas ainda não foram bem sucedidas e o procedimento que causou o primeiro sucesso de cura (transplante de medula óssea) é um procedimento de alto risco, um dos principais motivos pelo qual repetir a cura tem sido tão difícil.

Houve melhorias nos medicamentos antirretrovirais com intuito de  reduzir a dosagem, e as vacinas contra o HIV estão em andamento, porém a cura do HIV continua indefinida. Várias organizações estão impulsionando o desenvolvimento de uma primeira cura funcional – uma que permita que os pacientes vivendo com o HIV sejam saudáveis ​​e sigam sem medicação, sem necessariamente eliminar completamente o vírus – até 2020.

A Cura do HIV – Tecnologias Promissoras

Impedir a Replicação do HIV

Uma das mais avançadas curas funcionais do HIV em desenvolvimento busca inibir a capacidade do vírus de replicar seu material genético e produzir mais cópias de si mesmo. Uma abordagem semelhante é comumente usada para tratar infecções por herpes e, embora não se livre totalmente do vírus, pode impedir sua disseminação.

A chave para o seu potencial é que ele pode direcionar o reservatório dos vírus HIV que “se escondem” inativos dentro de nossas células. O fármaco desenvolvido pelo Abivax se liga a uma sequência específica do RNA viral, inibindo sua replicação. Em um estudo de fase II, vários pacientes receberam o medicamento, além da terapia antirretroviral. Oito dos 15 pacientes mostraram uma redução de 25% a 50% do seu reservatório de HIV após 28 dias, em comparação com aqueles que receberam apenas terapia antirretroviral.

“Chocar e Matar”

Outra abordagem que está se tornando popular na luta contra o HIV também vai atrás do reservatório oculto do HIV. A abordagem “chocar e matar” ou “chutar e matar” (originalmente shock and kill ou kick and kill) usa agentes de reversão de latência que ativam ou “chutam” o reservatório de HIV inativo, possibilitando que a terapia antirretroviral padrão “mate” esses vírus.

Até agora, no entanto, esta abordagem não provou o seu potencial em estudos humanos. No ano passado, um dos testes mais avançados que aplicaram essa abordagem relatou que, embora a droga pudesse ajudar no manejo de infecções por HIV, não conseguiu reduzir o reservatório de HIV.

Imunoterapia 

O que torna o HIV tão perigoso é que ele ataca o sistema imunológico, deixando suas vítimas desprotegidas contra infecções. Mas e se pudéssemos sobrecarregar as células imunológicas para que pudessem revidar? Esse é o raciocínio por trás das imunoterapias.

Pesquisadores em Oxford e Barcelona relataram que cinco em cada 15 pacientes em um ensaio clínico estavam livres do HIV por 7 meses sem terapia anti-retroviral, graças a uma imunoterapia que estimula o sistema imunológico contra o vírus. Sua abordagem para uma cura funcional do HIV combina uma droga para ativar o reservatório oculto do HIV com uma vacina que pode induzir uma resposta imune milhares de vezes mais forte que o normal.

Enquanto eles mostraram que a imunoterapia pode ser eficaz contra o HIV, os resultados ainda precisam ser confirmados, assim como investigar porque alguns pacientes respondem bem, enquanto outros não.

Mutação Genética

Estima-se que cerca de 1% das pessoas no mundo são naturalmente imunes ao HIV. A razão é uma mutação genética no gene que codifica CCR5, uma proteína na superfície das células do sistema imunológico que o vírus HIV utiliza para entrar nas células e infectá-las. As pessoas com esta mutação não possuem parte da proteína CCR5, tornando impossível a ligação do HIV.

Usando a edição genética, em teoria, seria possível editar o nosso DNA e introduzir essa mutação para parar o HIV.

A Cura do HIV – Conclusão 

Até o momento, nenhuma dessas curas funcionais alcançou testes clínicos tardios, o que significa que é improvável atingirmos a meta de ter uma cura para o HIV até 2020. No entanto, esse ano provavelmente será um marco importante para ensaios de estágio final. Se bem sucedido, isso poderia trazer a aprovação da primeira cura funcional para o HIV em dez anos.

Após receber o diagnóstico da infecção por HIV/AIDS, o paciente deve marcar ou pode ser encaminhado para uma consulta com um Especialista na área de Infectologia. Estou aqui para ajudar a prolongar a vida e manter a qualidade para que sua saúde permaneça praticamente intacta.