Caquexia - Perda de Peso em Pacientes de HIV
Sintomas HIV/AIDS

Caquexia – Perda de Peso em Pacientes de HIV

Caquexia – Perda de Peso em Pacientes de HIV: A perda de peso é comumente relacionada ao HIV, gerando preconceitos entre as pessoas que não possuem o vírus. Este sintoma é bastante prevalente em pessoas com HIV até os dias atuais, apesar dos tratamentos que foram desenvolvidos com o tempo.

Antigamente, existia um forte estigma sobre a perda de peso em pacientes de HIV. Até hoje é possível identificar esse sintoma, que cuja prevalência atual varia de 14 a 38%. Esta condição é conhecida como Caquexia, e pode ser difícil de diagnosticar ou identificar sua presença.

Caquexia – Emagrecimento em Pacientes de HIV

O principal sintoma desse distúrbio é a perda de pelo menos 10% do peso sem a realização de dietas ou mudanças no estilo de vida. Além disso, é possível notar a presença de diarreia, febre e fraqueza por mais de um mês. No entanto, os pacientes que fazem uso de medicamentos antirretrovirais (ARV) podem não apresentar quaisquer sintomas.

Vale ressaltar que a perda de peso ou diminuição no Índice de Massa Corporal (IMC) não representa alterações na composição corporal, assim como a porcentagem de músculos ou gordura.A perda de peso no paciente vivendo com HIV caracteriza-se por perda de peso superior a 10% do peso basal em 1 ano, ou superior a 5% em 6 meses.

Fatores de Risco da Caquexia

A caquexia muitas vezes é o único sintoma da fase AIDS nas pessoas, sem o surgimento de infecções oportunistas. Existem alguns fatores que podem aumentar o risco dessa condição em portadores do HIV, como:

  • Presença de feridas e infecções fúngicas na boca;
  • Náuseas e vômitos responsáveis por dificultar a alimentação;
  • Cansaço proveniente do efeito dos remédios ou da própria doença, que pode impedir o paciente de preparar alimentos;
  • Depressão que pode resultar na redução do apetite ou em dificuldades para preparar uma refeição;
  • Baixo nível de células CD4;
  • Altos níveis de vírus circulando no sangue, que pode prejudicar o apetite do paciente, alterar o sabor da comida, impedir a absorção correta dos nutrientes pelo organismo, entre outros;
  • Uso de drogas injetáveis;
  • Baixo nível socioeconômico;
  • Infecções oportunistas;
  • Presença de lipodistrofia;
  • Atividade inflamatória;
  • Alterações hormonais ou metabólicas;
  • Má absorção gastrointestinal;
  • Doenças crônicas variadas que resultam na quebra de proteínas;
  • Diversos tipos de câncer.

Diagnóstico da Caquexia

Realizar o diagnóstico da caquexia em pacientes de HIV pode ser um desafio, visto que é importante identificar e investigar o emagrecimento o mais cedo possível, para aumentar as perspectivas do paciente.

Quando não é diagnosticada, a condição aumenta o risco de morte dos pacientes em 11% para cada 1% de redução no peso corporal. Ou seja, se a pessoa perder 10% de seu peso corporal, ela tem uma chance de morte até 6 vezes maior do que as pessoas que não apresentam este transtorno.

Para identificar a caquexia, é necessário realizar uma vigilância do peso, além de medidas como a análise de bioimpedância biométrica, a medida de composição corporal com exames de imagem do corpo inteiro, o exame de tomografia computadorizada para identificar se o transtorno se trata de caquexia ou de lipodistrofia e medidas de acúmulo de panículo adiposo.

Tratamento da Caquexia

Após o diagnóstico, é necessário adotar medidas para reverter esse quadro de perda de peso. Pessoas com HIV que apresentam caquexia precisam ingerir mais proteínas e calorias, pois gastam mais energia do que pessoas saudáveis.

Além de tentar aumentar o apetite através de medidas como a prática de exercícios, é essencial que o paciente beba bastante água. Isso serve para reduzir as reações colaterais dos remédios, evitar a desidratação e diminuir o cansaço. Em alguns casos, a realização de um tratamento hormonal e a suplementação de vitaminas podem ajudar.

Prevenção da Caquexia

A principal forma de prevenir a caquexia é realizar um diagnóstico precoce, preferencialmente antes de qualquer sintoma se manifestar, e iniciar o tratamento com medicamentos antirretrovirais o mais rápido possível.

Outras medidas como a prática de exercícios físicos, alimentação balanceada, evitar o uso do cigarro e de drogas também são fundamentais para a prevenção. Consultar um infectologista de confiança é imprescindível.

Após receber o diagnóstico da infecção por HIV/AIDS, o paciente deve marcar ou pode ser encaminhado para uma consulta com um Especialista na área de Infectologia. Estou aqui para ajudar a prolongar a vida e manter a qualidade para que sua saúde permaneça praticamente intacta.