AIDS

História da AIDS e HIV

História da AIDS e HIV

De 1978 a 1980, nos Estados Unidos, nas cidades de Los Angeles e Nova Iorque, em um grupo de pacientes foi diagnosticada uma forma de pneumonia diferenciada e rara, assim como um tipo de câncer que até então era considerado como incidente apenas em pessoas com idade mais avançada.

Ocorreu que esta doença começou a se disseminar e aparecer também na África e no Haiti; caracterizando-se por atingir o sistema imune dos pacientes, enfraquecendo o organismo e os deixando extremamente debilitados, ocasionando infecções oportunistas.

Primeiro Caso de Aids/Hiv no Brasil

Os grupos mais atingidos de pacientes nesta época eram os homens homossexuais ou bissexuais. Em 1980 foi diagnosticado o primeiro caso da doença no Brasil na cidade de São Paulo, sendo apenas classificado como tal após a descoberta da moléstia no mundo.

O Sistema de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde considera que a doença foi diagnosticada pela primeira vez no Brasil no ano de 1982, por ter sido conceituada neste período.

Diante do conhecimento atual sobre o vírus e formas de transmissão da AIDS, considerando o período de incubação do HIV, estima-se que o vírus tenha entrado no Brasil na década de 70.

História da AIDS e HIV

Com a propagação no mundo as autoridades de saúde americana começaram a dar atenção especial para esta nova doença até então misteriosa para todos. História da AIDS e HIV. Em 1980 não havia o conhecimento sobre os meios de transmissão nem mesmo que se tratava de um vírus.

Ricos são Atingidos por vírus HIV/AIDS na Década de 1980

Em 1982, a partir dos grupos de riscos mais acometidos pela doença a mesma foi temporariamente denominada de Doença dos 5H, ou seja, Homossexuais, Hemofílicos, Haitianos, Heroinômanos (denominação das pessoas usuárias de heroína injetável) e Hookers (palavra que em inglês significa profissional do sexo).
Delimitando os grupos de risco identificou-se que a transmissão da doença era feita por meio de contato sexual, exposição ou transfusão de sangue e derivados e pelo uso de drogas injetáveis com compartilhamento de seringas.

Diante desta situação os cientistas americanos História da AIDS e HIV conceituaram a doença até então desconhecida como Acquired Imnunodeficiency Syndrome (SIDA). A partir daí começou a ser mundialmente conhecida como AIDS, que na língua portuguesa quer dizer: Síndrome da Imunodeficiência Adquirida – SIDA.

Em 1982 o Center for Diseases Control and Prevention (CDC), dos EUA História da AIDS e HIV, realizou a primeira definição de caso da AIDS a partir de achados clínicos, epidemiológicos e imunológicos nas primeiras pessoas possivelmente acometidas pela doença.

Conhecendo um pouco da História da AIDS e HIV no Mundo e também no Brasil.

Nesta época não existia o teste anti-HIV, desta forma a definição e diagnóstico da AIDS no paciente era feita por meio da ocorrência de pelo menos uma de 13 doenças que indicavam a existência da imunodeficiência celular subjacente.

Primeiro caso em Criança de HIV/AIDS em Criança no Brasil

Em 1983, no Brasil, foi diagnosticado o primeiro caso de AIDS em uma criança e em pessoas do sexo feminino. Os homossexuais usuários de drogas injetáveis eram considerados como difusores da doença para os grupos heterossexuais. Nesta mesma época houve o acometimento de profissionais da saúde diagnosticados com AIDS e iniciou a atenção para a origem viral da doença. História da AIDS e HIV.

Em 1984 a equipe do Instituto Pasteur, na França, isola e caracteriza um retrovírus, considerado um vírus mutante que vive conforme o meio, como causador da AIDS. Perante esta descoberta foi possível validar a transmissão viral da AIDS; a Secretaria de Saúde do estado de São Paulo propôs o primeiro Programa de Controle da AIDS no Brasil.

Em 1985 foi criada e fundada a primeira Organização não Governamental de luta contra a AIDS, a pioneira no Brasil e América Latina, definida como Grupo de Apoio à Prevenção à AIDS (GAPA). Foi concluído que a AIDS é a forma da doença após a transmissão do vírus descrito como Human Immunodeficiency Virus (HIV) ou, em português, Vírus da Imunodeficiência Adquirida. História da AIDS e HIV.

Ainda em 1985 foi diagnosticado o primeiro caso de transmissão vertical da mãe portadora do vírus para o bebê. Inicia-se a disponibilização do teste anti-HIV para diagnóstico e diante da considerável expansão da doença caracterizaram-se – ao invés de grupos de riscos – comportamentos de riscos para a transmissão do HIV.

Em 1986 o Ministério da Saúde do Brasil cria o primeiro Programa Nacional de DST e AIDS. História da AIDS e HIV. Em 1987 foi lançado o primeiro Centro de Orientação Sorológica (COAS), em Porto Alegre (RS).

Neste mesmo ano houve o início da utilização do AZT como medicamento de escolha para os portadores de HIV, pois foi considerado o medicamento que diminuía a carga viral dos portadores. A Organização das Nações Unidas (ONU) institui o dia primeiro de dezembro como dia Mundial de Luta contra a AIDS.

Em 1988 há a notificação do primeiro caso do Brasil de HIV na população indígena. Neste ano também foi criado o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Ministério da Saúde começa a distribuição de medicamentos para tratamento de infecções oportunistas.

No ano de 1991, praticamente 10 anos após o descobrimento da AIDS, a ONU anuncia que existem no mundo 10 milhões de pessoas infectadas pelo vírus HIV. Houve a iniciação da distribuição gratuita aos pacientes de medicações antirretrovirais, medicamentos que dificultam a multiplicação do vírus HIV no organismo. História da AIDS e HIV.

Em 1992 inicia-se o estudo do tratamento medicamentoso de várias drogas combinadas contra o HIV e a presença das doenças sexualmente transmissíveis como cofator para a transmissão do HIV, podendo aumentar em até 18 vezes o risco de transmissão e aquisição do HIV. O Ministério da Saúde inclui os procedimentos para tratamento da AIDS na tabela do SUS e inicia o cadastramento dos hospitais para tratamento dos pacientes com SIDA.

A notificação da AIDS no Sistema Nacional de Notificação de Doenças (SINAN) passa a ser obrigatório. O medicamento AZT começa a ser produzido no Brasil no ano de 1993 e em 1994 alguns estudos demonstraram a eficiência do uso do AZT na prevenção da contaminação vertical.

Em 1995 um estudo demonstra que o tratamento precoce das doenças sexualmente transmissíveis com a redução no tempo de evolução e complicações faz com que o risco de transmissão e aquisição de HIV diminua. Com a adoção destas medidas a incidência do HIV é reduzida em 42%.

Em 1996 fatos marcantes desmistificam o HIV apenas em um grupo determinado, pois ocorre a feminização (aumento de casos em mulheres), interiorização (aumento da incidência de portadores do HIV em municípios do interior dos estados brasileiros) e a pauperização (aumento da incidência de portadores do HIV na população de baixa escolaridade e baixa renda).

Em 1998 havia 11 tipos de medicamentos para AIDS sendo distribuídos gratuitamente pela rede de saúde pública. Houve a promulgação da lei que tornou obrigatória a cobertura do tratamento do paciente com AIDS em caráter de internação hospitalar e ambulatorial pelos seguros privados de saúde, sem assegurar a distribuição dos medicamentos antirretrovirais.

O ano de 1999 foi marcado pela queda da mortalidade dos pacientes com AIDS em 50%; o Ministério da Saúde disponibiliza neste ano 15 tipos de medicamentos antirretrovirais; alguns pacientes começam a apresentar efeitos colaterais relacionados aos fármacos.

Um estudo concluído em 1999 demonstrou que o Simian Immunodeficiency Virus (SIV) ou Vírus da Imunodeficiência dos Símios foi transmitido para seres humanos e sofreu mutações, transformando-se no HIV. Testes genéticos mostraram que o HIV é bastante similar ao SIV, que infecta os chimpanzés, mas não os deixa doentes.

No ano de 2000 é divulgado o número alarmante de casos de pacientes com AIDS na África e consequente mortandade; morte de 17 milhões de africanos, destes 3,7 milhões eram crianças e 8,8% dos adultos contaminados.

No Brasil aumentam os casos de mulheres com AIDS; neste ano a proporção nacional de casos de AIDS é de uma mulher para cada dois homens.

Aids/HIV a partir do ano de 2000

A partir do ano de 2000 até os dias atuais houve uma preocupação de todas as autoridades de saúde pública do Brasil e do mundo em busca de proporcionar uma melhor qualidade de vida aos pacientes portadores do HIV, como também agir no sentido de evitar a contaminação e disseminação do vírus. História da AIDS e HIV.

A realização de várias campanhas preventivas no Brasil defendendo o uso da camisinha, seringas descartáveis nos usuários de drogas e a biossegurança em saúde proporcionaram maior controle da disseminação do vírus.

Uns dos problemas vivenciados nesta década foram as patentes e consequentes valores instituídos pelos laboratórios nas vendas dos medicamentos antirretrovirais.

Em 2007, as empresas fabricantes dos medicamentos mediante o apelo de vários países diminuíram os valores de venda dos medicamentos em até 50%. O Programa Nacional de DST e AIDS do Brasil foi considerado por várias agências de cooperação internacional como referência mundial, desde 2003.

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Após receber o diagnóstico da infecção por HIV/AIDS, o paciente deve marcar ou pode ser encaminhado para uma consulta com um Especialista na área de Infectologia. Estou aqui para ajudar a prolongar a vida e manter a qualidade para que sua saúde permaneça praticamente intacta.