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sexta-feira, 16 novembro 2018
O Vírus do HIV na Primeira fase da Vida
O Virus Do Hiv Na Primeira Fase Da Vida
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O Vírus do HIV na Primeira fase da Vida

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O Vírus do HIV na Primeira fase da Vida

O HIV é uma sigla para imunodeficiência humana e pode ser transmitido por meio de relação sexual sem o uso de preservativo, bem como o uso de seringas contaminadas, contato com uma grande quantidade de sangue e de mãe para filho.

A transmissão que acontece de mãe para filho é a forma mais comum de contrair o vírus em crianças de até 13 anos de idade. Esse tipo de contaminação viral também é conhecido como transmissão vertical, em que a criança é exposta ao vírus ou infectada ainda na gestação, durante o parto ou no período de amamentação.

Quando a gestante já sabe que tem o vírus, deve procurar o seu infectologista para dar continuidade no tratamento e fazer a substituição de medicamentos que são contraindicados na gravidez.

Mas muitas mulheres grávidas descobrem a presença do HIV ainda no pré-natal, que é um acompanhamento assistencial médico obrigatório por lei. A partir disso, elas são orientadas a começarem o acompanhamento e tratamento com o obstetra e o infectologista, para que contenham a evolução do vírus, reduzindo assim as chances de contrair o HIV.

O teste para o vírus no período de gestação deve ser feito na primeira consulta do pré-natal, preferencialmente, no primeiro trimestre e no terceiro trimestre da gestação, entre a trigésima quarta e trigésima sexta semana de gravidez. HIV na Primeira fase da Vida.

Caso a mãe não realize os testes para comprovar ou não a presença do vírus, pode resultar em aborto, parto prematuro, doenças congênitas ou até mesmo a morte da criança.

O Momento do parto – HIV na Primeira fase da Vida

O indicado para esse tipo de situação é que a mulher tenha cesárea eletiva, que é feita dez dias antes da data prevista. Com isso, a mulher não entra em trabalho de parto, consequentemente, evita as contrações e o aumento de bombeamento de sangue entre o bebê e a placenta.

Mas caso prefira, a gestante pode optar pelo parto normal, desde que não detectem nenhum nível de carga viral. A ideia principal é que o bebê não entre em contato com o vírus através do sangue e nem das secreções da mãe.

Transmissão por amamentação

Como a mãe pode passar o vírus através da amamentação, ela não pode amamentar o recém-nascido. Assim sendo, ela tem a sua lactação inibida após o parto e o recém-nascido recebe uma fórmula láctea infantil, do Ministério da Saúde. E o ideal é que a mãe tenha apoio de familiares e amigos para enfrentar essa situação e não se sentir impotente ou discriminada por não conseguir cumprir um dos papéis de mãe.

Tratamento – HIV na Primeira fase da Vida

O Vírus do HIV na Primeira fase da Vida

O tratamento começa ainda no período de gestação da mãe, mais precisamente a partir da décima quarta semana de gestação, que é medicada com antirretrovirais para suprimir a carga viral e dura até dar a luz. No momento do parto, os médicos aplicam um antiviral chamado AZT, através das vias endovenosas, para que o efeito seja imediato.

Quando a criança nasce, a equipe médica retira todas as secreções da mãe e medicam com um antirretroviral, em forma de xarope, no recém-nascido, por seis semanas para poder prevenir a contaminação.

Caso a criança contraia o vírus HIV e tenha até um ano de idade, ela recebe tratamento independentemente dos valores de carga viral ou dos sintomas. Já a partir dos doze meses, o tratamento da criança deve ser baseado no acompanhamento da capacidade imunológica e na carga viral.

Para que o tratamento seja eficaz e para que a criança tenha uma vida tão saudável quanto uma criança sem HIV, é recomendado que ela tenha conhecimento do que está acontecendo para iniciar o tratamento o quanto antes e para ter um resultado mais eficiente. Desse modo, a criança não fica tão suscetível a contrair doenças com tanta facilidade, como pneumonia, diarreia, infecções, dentre outras.

HIV na Primeira fase da Vida

Já as crianças expostas a situações de risco, mas não contaminadas, mantém um acompanhamento médico por um período de 18 meses para que não haja nenhuma hipótese de que ela tenha contraído o vírus da mãe.

O importante é aceitar a situação e procurar ajuda. Tanto o atendimento quanto o tratamento são oferecidos gratuitamente nas unidades do SUS. E apesar do que muitos acreditam, a pessoa não contrai o vírus HIV através de abraço, beijo ou do toque, mas através da relação sexual desprotegida, uso de seringas contaminadas, contato com uma grande quantidade de sangue contaminada e através da transmissão vertical.

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Após receber o diagnóstico da infecção por HIV/AIDS, o paciente deve marcar ou pode ser encaminhado para uma consulta com um Especialista na área de Infectologia. Estou aqui para ajudar a prolongar a vida e manter a qualidade para que sua saúde permaneça praticamente intacta.