Sífilis - 5 Dúvidas para Entender a Epidemia de Sífilis
Sifilis 5 Duvidas Para Entender A Epidemia De Sifilis
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Sífilis – 5 Dúvidas para Entender a Epidemia de Sífilis

O crescimento de 5.000% de casos registrados da doença, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, vem assustando a comunidade médica.

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Sífilis – 5 Dúvidas para Entender a Epidemia de Sífilis

O crescimento de 5.000% de casos registrados da doença, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, vem assustando a comunidade médica.

Sífilis - 5 Dúvidas para Entender a Epidemia de Sífilis

Sífilis é uma IST (DST)

Sífilis é uma doença sexualmente transmissível que acompanha a humanidade desde a Idade Média, quando surgiram os primeiros relatos de cancros nas regiões genitais. Mas o crescimento de 5.000% de casos registrados da enfermidade, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, vem assustando a comunidade médica.

Transmitida pela bactéria treponema pallidum, a patologia que pode ser diagnosticada facilmente no seu primeiro estágio, é de fácil tratamento, caso não evolua para as fases secundária e terciária. Para expor a problemática do que já pode ser considerada uma epidemia, o ginecologista e obstetra Dr. Del Roy conversou com e respondeu 5 questões bem complexas e interessantes que você deve ter em mente para poder entender o porquê desta doença ter se tornado uma doença que não escolhe gênero, faixa etária ou classe social.

5 Dúvidas para Entender a Epidemia de Sífilis

  • Quais são os fatores que fizeram com que a sífilis voltasse a ser uma das doenças sexualmente transmissíveis que mais vitimam brasileiros nos dias de hoje?

O principal fator é a falta do uso de preservativo associado a um comportamento de risco, que implica na rotatividade de parceiros e parceiras. Hoje, há inúmeras possibilidades de manter relações sexuais casuais com os aplicativos de paquera e com as redes sociais. Não há problema em ter uma vida sexual agitada desde que você se proteja e faça exames de rotina com certa regularidade.

Relatos na WEB:

Faltaram dados importantes como: O filho de mãe infectada e não tratada nasce com sífilis instalada e com deformidades ósseas. É doença curável. Os exames e o tratamento são realizados no SUS. O Brasil (ainda) tem o MAIOR E MELHOR programa do planeta de combate e prevenção às DST’s e HIV/AIDS. Confie nos profissionais do Posto de Saúde. Mara 25/10/2018

Só complementando que a Sífilis de hoje pode não apresentar sintomas iniciais (não aparece nenhuma ferida) e o tratamento de preferência (Benzetacil/Penicilina) pode não fazer efeito. Tem que ter um acompanhamento médico para verificar (através de exame específico) se a infecção foi debelada, e se necessário partir para outro esquema de tratamento. E o mais importante: em relacionamentos longos e fechados não entra doença. Orthon – 25/10/2018

Uma das afirmações mais recorrentes sobre essa epidemia de sífilis é que, diferentemente do que muita gente imagina, a doença, hoje, não escolhe idade, sexo, nem classe social.

Na década de 70, o Brasil também passou por uma epidemia de sífilis semelhante a que estamos vendo agora devido à liberação sexual e aos valores que foram contestados na época. O fato de não ter mais classe social, gênero e faixa etária determinada para a contaminação só expõe que esta falta de cuidado consigo mesmo é algo muito enraizado na mentalidade dos brasileiros. Isso rebate conceitos preconceituosos, tanto é que pessoas do mais alto nível intelectual também podem contrair. Quando descoberta no estágio primário, a sífilis pode ser tratada com uma dose única de penicilina benzatina intramuscular. O problema maior começa a surgir quando o diagnóstico não é feito rapidamente.

Eu falo da negligência com o próprio corpo, mas é algo que vem acontecendo com homens e mulheres ao redor do mundo.

 

Por exemplo, esses dias eu vi um artigo que falava sobre ChemSex, um tipo de festa inglesa que se assemelha muito às raves. Mas além do abuso do uso de drogas, os integrantes também têm relações sexuais indiscriminadas sob o efeito dessas substâncias. São utilizadas drogas extremamente potentes, que alteram drasticamente as percepções de cada um e geram, além da dependência, uma série de infecções por doenças sexualmente transmissíveis como hepatite, sífilis e até mesmo HPV, porque as pessoas não estão em condição de usar preservativo. gerando problemas de drogas, relação sexual sob o uso de drogas.

Quais são os Sintomas e como Pode ser Realizado o Diagnóstico?

O primeiro e mais evidente sintoma é a formação do cancro nas regiões genitais, uma ferida indolor que surge, em média, três semanas depois da primeira infecção e some três semanas depois. Caso aconteça esse desaparecimento, você perde a chance de fazer o diagnóstico inicial. Depois, podem levar de seis meses a dois anos para que o paciente comece a apresentar lesões cutâneas, pequenas manchinhas acastanhadas, que já podem ser caracterizadas como parte da sífilis secundária, também chamada de latente.

Você pode nunca mais apresentar nenhum sintoma dependendo do seu estado imunológico, e esses sinais só começarem a aparecer vinte anos depois, já como a sífilis terciária, também chamada de neurosífilis, que causa comprometimento em vários sistemas como o cognitivo, cardíaco, cutâneo e pulmonar. Normalmente, esse estágio acomete pacientes imunodeprimidos, que podem estar desnutridos, possuir HIV ou alguma doença crônica. Vem ao caso, sempre recordar a história do HIV. Pois conhecimento é vida e prevenção só é conseguida com conhecimento.

O diagnóstico pode ser feito através de dois exames de sangue, o VDRL e o FTA-ABS, esse último descobre o agente. Se o primeiro dá um resultado positivo, indicamos fazer o segundo. Doenças dermatológicas podem ser diagnosticadas com o primeiro, assim como a AIDS e gravidez. Ele também pode apresentar resultado positivo em pacientes que já tiveram sífilis e já foram submetidos ao tratamento, o que chamamos de cicatriz sorológica.

Como se trata de uma patologia transmitida por uma uma bactéria, para a cura é indicado um antibiótico, que neste caso é a penicilina benzatina bezetacil, porque possui uma ação de longo prazo. Para aqueles que são alérgicos à substância, indicamos outros antibióticos que dependem da sensibilidade e da tolerância de cada paciente.

Após receber o diagnóstico da infecção por HIV/AIDS, o paciente deve marcar ou pode ser encaminhado para uma consulta com um Especialista na área de Infectologia. Estou aqui para ajudar a prolongar a vida e manter a qualidade para que sua saúde permaneça praticamente intacta.